quarta-feira, 28 de março de 2012
sábado, 10 de março de 2012
A Corrente Sindical Anticapitalista apresentou-se num ato público em Ferrol no Dia da Classe Obreira Galega
Este 10 de março, Dia da Classe Obreira Galega, foi o dia escolhido pola nossa corrente para se apresentar publicamente com um ato num local público de Ferrol, antes dos atos convocados pola CIG e nos quais também participamos ativamente, como cada ano.
Porém, a novidade deste ano foi a apresentaçom
pública da Corrente Sindical Anticapitalista (CSA), que se vem
construindo nos últimos meses, fruto da confluência de trabalhadores e
trabalhadoras ativas na luita sindical nacional e de classe de nosso
país, a Galiza.
As companheiras e companheiros de Trasancos fôrom os
encarregados de organizar o evento, que decorreu numha das salas dos
Cines Dúplex, no bairro ferrolano de Esteiro, polas 10 da manhá deste
sábado. No ato tomárom a palavra a companheira Ana Moedo, trabalhadora
em umha conserveira e integrante da Executiva da CIG no Porrinho, e
Óscar Peres Vidal, trabalhador da construçom e membro da Executiva da
CIG em Ferrol até o seu recente translado a Ourense por motivos
laborais.
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| Ana Amoedo reivindicou um papel dirigente para as obreiras |
Numha sala cheia de trabalhadores e trabalhadoras, membros e amigos da nova corrente sindical, a companheira Noélia Cachaza, trabalhadora do naval ferrolano, apresentou o ato em que tomou logo a palavra a companheira Ana Moedo, que incidiu na importáncia que, em tempos de profunda crise do sistema e ofensiva patronal e da direita governante, a classe trabalhadora avance na auto-organizaçom e na luita coerente em defesa de uns direitos historicamente conquistados da mesma forma, com organizaçom e luita. Para isso nasce a Corrente Sindical Anticapitalista, que também terá como sinal de identidade a permanente reivindicaçom e prática do protagonismo das mulheres na luita do proletariado galego consciente.
A seguir, o companheiro Óscar Peres Vidal explicou a
trajetória percorrida pola CSA até hoje, como ferramenta coletiva ao
serviço da base obreira e de um modelo sindical baseado na soberania das
assembleias de trabalhadores e trabalhadoras, contrário ao verticalismo
e às tendências burocráticas e pactistas cada vez mais presentes na
maioria das centrais atuantes na Galiza. A defesa do autofinanciamento, a
total independência de classe e em relaçom às instituiçons burguesas e
aos governos, o ativismo e a ofensiva obreira fôrom as receitas
defendidas polo companheiro Óscar Peres, que se mostrou convencido de
que essas propostas coincidem com o sentir maioritário das trabalhadoras
e trabalhadores galegos.
A lembrança dos trabalhadores e trabalhadoras que ao
longo da história luitárom polo mesmo que no presente luitamos todos e
todas nós, com destaque para Amador e Daniel, Moncho Reboiras e para os
presos políticos Telmo Varela e Miguel Nicolás, foi respondido com
aplausos das e dos participantes no ato sindical de Ferrol.
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