sábado, 10 de março de 2012

A Corrente Sindical Anticapitalista apresentou-se num ato público em Ferrol no Dia da Classe Obreira Galega


Este 10 de março, Dia da Classe Obreira Galega, foi o dia escolhido pola nossa corrente para se apresentar publicamente com um ato num local público de Ferrol, antes dos atos convocados pola CIG e nos quais também participamos ativamente, como cada ano.

Porém, a novidade deste ano foi a apresentaçom pública da Corrente Sindical Anticapitalista (CSA), que se vem construindo nos últimos meses, fruto da confluência de trabalhadores e trabalhadoras ativas na luita sindical nacional e de classe de nosso país, a Galiza.

As companheiras e companheiros de Trasancos fôrom os encarregados de organizar o evento, que decorreu numha das salas dos Cines Dúplex, no bairro ferrolano de Esteiro, polas 10 da manhá deste sábado. No ato tomárom a palavra a companheira Ana Moedo, trabalhadora em umha conserveira e integrante da Executiva da CIG no Porrinho, e Óscar Peres Vidal, trabalhador da construçom e membro da Executiva da CIG em Ferrol até o seu recente translado a Ourense por motivos laborais.
Ana Amoedo reivindicou um papel dirigente para as obreiras

Numha sala cheia de trabalhadores e trabalhadoras, membros e amigos da nova corrente sindical, a companheira Noélia Cachaza, trabalhadora do naval ferrolano, apresentou o ato em que tomou logo a palavra a companheira Ana Moedo, que incidiu na importáncia que, em tempos de profunda crise do sistema e ofensiva patronal e da direita governante, a classe trabalhadora avance na auto-organizaçom e na luita coerente em defesa de uns direitos historicamente conquistados da mesma forma, com organizaçom e luita. Para isso nasce a Corrente Sindical Anticapitalista, que também terá como sinal de identidade a permanente reivindicaçom e prática do protagonismo das mulheres na luita do proletariado galego consciente.

A seguir, o companheiro Óscar Peres Vidal explicou a trajetória percorrida pola CSA até hoje, como ferramenta coletiva ao serviço da base obreira e de um modelo sindical baseado na soberania das assembleias de trabalhadores e trabalhadoras, contrário ao verticalismo e às tendências burocráticas e pactistas cada vez mais presentes na maioria das centrais atuantes na Galiza. A defesa do autofinanciamento, a total independência de classe e em relaçom às instituiçons burguesas e aos governos, o ativismo e a ofensiva obreira fôrom as receitas defendidas polo companheiro Óscar Peres, que se mostrou convencido de que essas propostas coincidem com o sentir maioritário das trabalhadoras e trabalhadores galegos.
Óscar Peres durante a sua intervençom

A lembrança dos trabalhadores e trabalhadoras que ao longo da história luitárom polo mesmo que no presente luitamos todos e todas nós, com destaque para Amador e Daniel, Moncho Reboiras e para os presos políticos Telmo Varela e Miguel Nicolás, foi respondido com aplausos das e dos participantes no ato sindical de Ferrol.

O canto dos hinos da Internacional e da Galiza concluírom o ato de apresentaçom da Corrente Sindical Anticapitalista (CSA) em Ferrol, partindo daí para a homenagem e a mobilizaçom convocadas pola CIG na mesma cidade na histórica jornada de hoje, em que se comemorárom os 40 anos da morte a tiros pola polícia franquista de Amador Rei e Daniel Niebla, trabalhadores que se manifestavam polas ruas ferrolanas um 10 de março de 1972.